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O rim e suas funções São cinco
as principais funções dos rins:
• eliminar as impurezas do sangue;
• regular a pressão arterial;
• produzir hormônios;
• participar na formação e na manutenção dos ossos;
• estimular a produção de glóbulos vermelhos.
Quando o rim apresenta problemas no seu funcionamento, ele deixa de desenvolver
essas funções corretamente. Para solucionar essa falha existem duas alternativas:
medidas medicamentosas e dietéticas para os casos menos graves, e substituição da
função renal nos casos mais severos através de diálise crônica ou de realização
de um transplante renal. |
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Sinais e sintomas
A grande maioria das doenças que prejudicam os rins é silenciosa. Os rins podem
perder sua função em até 80%, sem que existam muitos sintomas. São estes os principais
sinais de alerta de um funcionamento incorreto dos rins:
• urinar muito à noite;
• pressão alta;
• fraqueza e anemia;
• inchaço nos pés e no rosto.
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Quais são as doenças
que podem levar ao transplante de rim?
Hipertensão arterial, diabetes, infecções urinárias de repetição, calculose renal,
nefrites e malformações do aparelho urinário podem levar à insuficiência renal crônica.
Essas doenças devem ser diagnosticadas e tratadas precoce e corretamente para que
se evite a evolução para doença terminal dos rins.
O transplante de rim
O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na transferência
de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos,
córneas) de um indivíduo para outro, a fim de compensar ou substituir uma função
perdida. Sendo assim, no transplante de rim implanta-se um rim sadio em um indivíduo
portador de insuficiência renal terminal. Esse novo rim passará a desempenhar as
funções que os rins doentes não conseguem mais manter. |
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Quem pode ser transplantado?
O transplante de rim só está indicado em pessoas que têm prejuízo irreversível e
grave das funções renais. Após a indicação do transplante, o paciente é submetido
a uma avaliação clínica que inclui vários exames. Eventualmente pode ser necessária
uma internação hospitalar para essa avaliação. Quem pode ser doador?
Qualquer pessoa adulta que seja saudável, tenha função renal normal e não
apresente,
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durante extensa e minuciosa
avaliação médica, evidências de risco de doença renal ou de outros órgãos vitais
após a doação, pode ser doadora, desde que demonstre esse desejo espontâneo. Para
o doador, a falta de um rim modifica muito pouco sua vida, já que a ausência de
um rim será compensada pelo outro órgão sadio. O rim doado pode representar muito
para o receptor. A doação por parte de indivíduos que apresentam distúrbios psiquiátricos,
abuso de álcool, fumo ou drogas, e por pessoas de idade muito avançada, ou portadores
de câncer é contra-indicada.
Tipos de doador
Um transplante renal pode ser realizado a partir de doadores vivos ou doadores
falecidos falecidos. No primeiro caso, o doador passa a viver com apenas um rim,
o que é perfeitamente compatível com uma vida normal. Quando o doador é vivo e tem
parentesco próximo com o receptor, os resultados do transplante são superiores àqueles
que se obtêm com rim de doador falecido. Doação de rim entre parentes é permitida
pela legislação brasileira até o quarto grau de parentesco entre cônjuges, desde
que o doador seja maior de idade, tenha grupo sangüíneo compatível e testes de compatibilidade
imunológica adequados. É necessário que o doador vivo cumpra os seguintes requisitos:
• Encontre-se em bom estado de saúde física e mental;
• Tenha compatibilidade sangüínea com o receptor;
• Realize todos os exames preconizados para este tipo de cirurgia;
• Tenha mais do que 21 anos;
• Tenha passado pelo estudo imunológico;
• Seja um doador voluntário.
Indivíduos falecidos (pacientes que vão a óbito em quadro de morte encefálica),
desde que se obtenha a autorização familiar, podem ter seus órgãos doados para receptores
compatíveis e podem salvar inúmeras vidas. Cabe à família do paciente falecido dar
a autorização para a doação de órgãos e tecidos. Pessoas não identificadas ou com
causa de morte não esclarecida não podem ser doadoras. É necessária compatibilidade
de tipo sangüíneo e de sistemas imunológicos entre o doador e o receptor para evitar
que o rim implantado seja imediatamente rejeitado.
Legislação vigente
A primeira lei que regularizou o transplante de órgãos foi a n.0 4.280/63.
Em janeiro de 1998 entrou em vigor a Lei n.0 9.434/97, que ampliava os critérios
da doação em vida. Ela permitia que qualquer pessoa juridicamente capaz pudesse
doar para transplante um de seus órgãos duplos, desde que a doação não comprometesse
a sua saúde e que fosse de forma gratuita. Resumidamente essa lei determina:
• Proibição da comercialização de órgãos;
• Definição dos critérios para a doação (doador vivo e falecido);
• Punição para os infratores;
• Exibição pública da lista de espera;
• Proibição de doação por pessoa não identificada (sem documentos) ou sem autorização
familiar .
Em 23 de março de 2001, foi editada a Lei n.0 10.211, que no seu Art. 9.0 diz: “É
permitido à pessoa juridicamente capaz dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e
partes do corpo vivo para fins terapêuticos ou transplantes em cônjuges ou parentes
consangüíneos até o quarto grau (pais, filhos, irmãos, avós, tios e primos), ou
em qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial”. |
Lista
de espera
Atualmente, os centros de transplante encontram-se bem equipados e possuem
equipes treinadas para reduzir cada vez mais as longas filas de espera por um transplante
renal. O fator limitante (tanto no Brasil como em outros países) é a carência de
órgãos para atender às necessidades dos pacientes portadores de insuficiência renal
crônica. O aumento da prevalência na população geral de doenças como hipertensão
arterial e
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diabetes, e também o envelhecimento
da população, fazem com que essa fila cresça constantemente. Cabe à equipe transplantadora
avaliar os pacientes renais crônicos e estabelecer quais os que têm condições de
receber um transplante. Aqueles que já foram avaliados e incluídos em lista para
transplante com doador
falecido podem ser chamados a qualquer momento, por isso é muito importante que
sejam facilmente localizados, mantendo o endereço residencial e telefones atualizados,
e que estejam em boas condições para a cirurgia. Esse período de espera é variável
e depende da oportunidade de surgir um doador que seja aceito pela equipe de transplante
e compatível com o receptor.
* Programa de Transplante ransplante de Rim:
no prazo de 90 (noventa) dias após o início do tratamento dialítico, as unidades
de diálise devem obrigatoriamente apresentar ao paciente apto, ou ao seu representante
legal, a opção de inscrição em uma equipe de transplante renal. É a Central de Notificação,
Captação e Distribuição de Órgãos – setor da Secretaria de Estado da Saúde – a responsável
pelo recebimento das inscrições que são encaminhadas pelas equipes de transplante,
armazenando os dados de todos os pacientes em espera. É ela também que recebe as
informações sobre doadores e realiza a seleção dos pacientes para distribuição dos
órgãos de doador cadáver. No Brasil, há leis que regem as listas de transplante
e os critérios de distribuição de órgãos, que são sempre técnicos e médicos.
Seleção do doador
O melhor doador de rim é aquele que, além da compatibilidade do tipo sangüíneo,
tenha os antígenos de histocompatibilidade (HLA) – compatibilidade do tecido – mais
semelhantes aos do receptor. Assim, os melhores doadores são os irmãos gêmeos univitelinos,
que são raros. Em segundo lugar na preferência para a doação, vêm irmãos e/ou irmãs
com antígenos de histocompatibilidade idênticos. Por último estão os doadores distintos
imunologicamente.
O transplante de doador vivo é um processo que segue, normalmente, os seguintes
passos:
1. São afastadas as contra-indicações de ordem física e de fundo emocional;
2. Compara-se o grupo sangüíneo do doador com o do receptor, que devem ser compatíveis;
3. Realiza-se a prova-cruzada (cross-match) para avaliar se existem anticorpos no
receptor dirigidos contra os antígenos do doador, que possam causar rejeição imediata;
4.Verifica-se a compatibilidade (HLA), semelhança entre o receptor e o doador;
5. Estuda-se o doador para verificar se ele pode doar sem prejuízos para a sua saúde
e se não tem alguma doença transmissível;
6. Inicia-se, antes da cirurgia, o tratamento do receptor com drogas imunossupressoras.
Para o doador em morte encefálica há uma rotina e um protocolo nacionais que são
seguidos rigidamente pelas equipes de captação. Os principais passos são os seguintes:
1. Constatar a morte encefálica e obter a autorização da família;
2. Afastar qualquer doença que inviabilize o transplante;
3. Reconhecer a viabilidade do órgão a ser doado;
4.Realizar as provas de compatibilidade;
5. Procurar o receptor mais adequado;
6.Enviar o órgão ao local da cirurgia do receptor.
É muito importante, tanto para o transplante com doador vivo quanto com falecido,
que o sangue e os tecidos sejam compatíveis. Essa semelhança evita que o sistema
de defesa imunológica do receptor estranhe o novo rim e o rejeite. Tal compatibilidade
é determinada por vários fatores: tipo sangüíneo (ABO), antígenos de histocompatibilidade
(HLA). |
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