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A recuperação
imediata no pós-transplante
Após a realização da cirurgia, inicia-se o período de recuperação imediata do transplante
renal, que geralmente leva de cinco a sete dias.
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Nessa primeira fase, o paciente
pode necessitar passar um ou dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ou
na unidade semiintensiva do hospital, embora isso não seja necessário na maioria
das vezes. A seguir, o paciente é encaminhado ao setor de internação geral, onde
pode ficar por uma semana ou mais, quando então recebe a alta hospitalar e é encaminhado
para acompanhamento ambulatorial. No pós-operatório imediato, o paciente dispõe
de médico e pessoal de enfermagem disponíveis nas 24 horas do dia. Nessa fase o
paciente deve pedir todos os esclarecimentos que necessita, inclusive sobre os procedimentos
que estão sendo nele realizados. O paciente será avaliado através de aparelhos apropriados:
seu estado clínico observado, exames laboratoriais realizados e suas funções vitais
controladas.
* Respiração Respiração: em alguns casos raros pode ser necessária a manutenção
da respiração por aparelho após a cirurgia do transplante, mas de maneira geral,
o paciente já chega à unidade respirando espontaneamente, sem ajuda de aparelhos.
* Alimentação Alimentação: após um período de 8 a 12 horas de jejum, se houver condições
clínicas, o paciente já pode se alimentar com dietas leves.
* Medicamentos Medicamentos: administração intravenosa de soros, além de medicações
para evitar dor, infecções e rejeição serão administradas inicialmente pela veia
e depois por via oral.
* Drenagem Drenagem: eventualmente haverá a colocação de um dreno (pequeno tubo)
no corte cirúrgico a fim de eliminar sangue e líquidos acumulados.
* Sonda vesical : será inserida durante a cirurgia com o objetivo de facilitar a
eliminação da urina. A quantidade de urina eliminada será computada diariamente.
A sonda vesical é retirada na maioria dos serviços entre o 5º e o 7º dia, mas pode
ser necessária a sua manutenção por mais tempo.
Os sinais de alarme para infecção pós-operatória são febre (acima de 380C), inchaço,
calor, vermelhidão (rubor) no local operado, ardência ao urinar, tosse, dificuldade
para respirar e diarréia. |
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Cuidados
durante a recuperação hospitalar
Após a cirurgia, iniciam-se os cuidados médicos que vão durar por toda a vida
do transplantado. Exames clínicos, laboratoriais e de imagens são feitos de acordo
com o protocolo de cada serviço e segundo a necessidade de cada caso. Ocorrerão
também visitas diárias de médicos, cirurgiões, enfermeiros, nutricionistas e, se
necessário, fisioterapeutas.
Alta hospitalar
* A alta ocorre em geral após uma semana de cirurgia, mas vai depender da recuperação
de cada paciente.
* A enfermeira dará orientações importantes quanto ao acompanhamento ambulatorial,
indicando cuidados específicos, em relação à medicação prescrita, exames laboratoriais,
datas de retorno em consulta etc. Para o sucesso do transplante, é necessário que
todas essas orientações sejam rigorosamente cumpridas.
* A retirada de pontos ocorre entre 7 e 10 dias após a cirurgia.
Após a alta, o transplantado faz exames clínicos e laboratoriais semanalmente, durante
os primeiros 30 dias, e depois disso duas vezes por mês. Os três primeiros meses
são os mais difíceis e perigosos, porque é quando ocorre o maior número de rejeições
e de complicações infecciosas. A partir do terceiro mês, iniciamse os exames mensais
por um período de seis meses. E assim o controle vai se espaçando, conforme a evolução
clínica do paciente, a rotina do serviço e a situação do enxerto renal. Após o transplante
renal, os pacientes precisam estar cientes dos enormes riscos de perda do transplante
e de complicações, decorrentes do uso insuficiente, inadequado ou não supervisionado
dos medicamentos imunossupressores, mesmo após muitos anos de transplante. Por causa
desses riscos são realizados exames e consultas por toda a vida. Nenhuma alteração
de medicação ou introdução de novos medicamentos deve ser feita sem autorização
médica. |
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Alguns sinais clínicos podem
ser acompanhados pelo próprio paciente em casa após a alta:
* Freqüência reqüência cardíaca cardíaca: com dois dedos da mão direita ou esquerda
(indicador e dedo médio), localizar a artéria pulsando, junto à parte interna do
punho, do lado do polegar.
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Quando sentir a artéria (pulsação)
devese iniciar a contagem dos batimentos durante o período de um minuto. O normal
para o adulto é de 60 a 80 batimentos por minuto. É importante verificar a freqüência
cardíaca algumas vezes antes e depois de alguma atividade de maior esforço, e anotar
os dados para levar ao médico nas próximas consultas;
* Freqüência reqüência respiratória respiratória: verificar a freqüência respiratória
colocando a mão sobre o tórax. Respirar normalmente. Cada vez que inspirar (puxar
o ar para dentro do pulmão) contar como uma vez. Isto deverá ser feito também durante
um minuto (no adulto, em geral, os valores normais variam de 16 a 20 vezes por minuto).
Também é importante fazer isto algumas vezes, anotar os dados para levar nas próximas
consultas;
* Temperatura emperatura emperatura: normalmente ela poderá ser observada pela manhã
e à tarde, nos primeiros meses após o transplante. Verificar sempre que sentir alteração
da temperatura corporal (muito calor ou calafrios) e anotar sempre estes dados.
Se a temperatura permanecer por várias horas acima de 37,50C, avisar o médico ou
enfermeiro da equipe. Jamais tomar qualquer medi- medicamento camento antes de contatar
com o médico;
* Dieta e peso peso: verificar o peso três vezes por semana, dando preferência ao
horário da manhã. Um aumento superior a um quilo por dia indicará, provavelmente,
acúmulo de líquidos. É preciso evitar o aumento excessivo de peso e a ingestão exagerada
de sal e de açúcar após o transplante. |
Medicamentos
Ao tomar corretamente os medicamentos o transplantado estará construindo o
pilar básico do sucesso do seu transplante. Portanto é importante:
* Tomar as medicações rigorosamente como foram prescritas (quantidade e horários).
Verificar a dose, a hora e os dias em que devem ser tomados. Não deixar de tomar
nenhuma das doses sem ordem do médico da equipe de transplante; |
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* Caso haja esquecimento, tomar
logo que lembrar, se ainda estiver no mesmo dia. Nunca tomar a dose em dobro. Ao
errar a dose, anotar o fato e comentar com o médico na próxima consulta;
*Jamais tomar qualquer medicação que não tenha sido prescrita;
* Levar sempre consigo a sua última receita;
* Manter sempre as medicações em suas embalagens originais;
* Aprender os nomes dos medicamentos e saber para que eles servem;
* Ter sempre pelo menos uma caixa de reserva de cada medicamento;
* Guardar a medicação de maneira ordenada, limpa e seca, protegida da luz, do calor
e da umidade;
* Não guardar os frascos ou caixas vazias ou com prazo de validade vencido;
* Não trocar os medicamentos de caixa e tampouco juntá-los com outros;
* Caso surjam efeitos imprevistos como vômitos, urticária, dor de cabeça, dor de
estômago, anotá-os e informar imediatamente o médico. |
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